A substância é ilícita. Isso, por si só, é motivo mais do que suficiente para bani-la dos salões. Ponto. Para além da proibição, no entanto, já não restam dúvidas: o produto químico pode provocar câncer.
Poucas mulheres insatisfeitas com a cabeleira que a genética lhes deu escapam do apelo dos fios lisos, lisos. Ok, nada contra domar cachos rebeldes e volumosos. No entanto, melhor fariam elas se, orientadas pelo cabeleireiro de confiança, recorressem aos ativos alisantes permitidos pela legislação: o ácido tioglicólico ou um dos hidróxidos – de sódio, potássio, cálcio, lítio e guanidina. Do ponto de vista químico, o formaldeído não se enquadra nessa categoria. Por isso foi proibido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) de ser usado com essa finalidade.
A lei é clara. Promulgada em 17 de junho de 2009, a resolução RDC nº 36 proíbe a exposição, a venda e a entrega ao consumo de formol ou formaldeído (solução a 37%) em drogaria, farmácia, supermercado, armazém e empório, loja de conveniência e drugstore. “No Rio de Janeiro, a Lei nº 5.409, de 18 de março deste ano, tornou obrigatória a exibição de cartaz nos salões de beleza de todo o Estado com o aviso de que o uso do formol é terminantemente proibido”,“Os demais governadores deveriam seguir esse exemplo, que reforça a legislação federal.”
Por lei, o formol só é permitido como agente endurecedor de unhas
e como conservante de formulações, no limite máximo de 0,2%. A adição nesses níveis deve ser feita durante o processo de industrialização. Acrescentar a substância ao produto cosmético pronto, seja qual for a concentração, configura adulteração, prática considerada como crime hediondo pelo Código Penal Brasileiro.
Os efeitos agudos dessa exposição, como dores de cabeça, vertigem, falta de ar, irritação nos olhos, no nariz, nas mucosas e no trato respiratório, sem falar em edema pulmonar, dependem da concentração da substância e da sensibilidade individual, mas são praticamente imediatos. Já os crônicos, caso do câncer, têm um período de latência grande, isto é, os sintomas demoram a aparecer.

A tendência mundial é que o formaldeído seja substituído por compostos menos tóxicos”acredita Ubirani Otero, epidemiologista do Instituto Nacional do Câncer (Inca), na área de vigilância do câncer ocupacional e ambiental. “O formol é extremamente tóxico”, confirma outro expert no assunto, José Tarcísio Buschinelli, toxicologista da Fundacentro, órgão do Ministério do Trabalho que faz pesquisa científica e tecnológica relacionada à saúde e à segurança do trabalhador. “Dizer que a substância irrita o sistema respiratório é pouco. Ela é cancerígena. E, embora não exista uma quantidade mínima de exposição capaz de pôr a saúde em risco, quanto maior o contato com o produto, maior a probabilidade de se desenvolver a doença, sobretudo na região da boca e do pescoço.” Isso, porém, não significa que o pouco contato com o formaldeído afaste o perigo.
Portanto,meninas,Cuidado!!!!!
Sua saúde sempre deve estar em 1º lugar!
Beijos